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22 de abril de 2012
19 de abril de 2012
[FanFic - Onze Colheitas] "Os assassinos doentios" Distrito 2
"Os assassinos doentios" - Distrito 2
_Por que você está tão lenta hoje? – perguntou Sebastian com aquela voz calma e fria de sempre. Já chega, pensei.
Cravei a adaga no tronco mais próximo, recolhi minhas coisas e parti para casa,o último treino antes da Colheita. Sebastian não disse nada como sempre e depois de poucos segundos, já estava ao meu lado, caminhando com passos firmes.
_Te encontro mais tarde? – perguntei quando chegamos ao ponto em que nos separávamos.
Ele assentiu e logo depois desapareceu. Era sempre assim com Sebastian. Calmo, calculista, doentio, assassino. E apesar de tudo, eu continuava a não sentir nenhum medo diante da perspectiva de encará-lo na arena dali a poucos dias, quando colocaríamos o nosso plano em ação. Nenhum tributo terá chance contra nós, e quando chegar a hora, farei todo o meu esforço para matá-lo, era o que eu repetia todas às vezes ao fim dos treinos.
Sorri ao pensar nisso. Sebastian nunca fora um amigo, apenas um parceiro de combate, seria um prazer matá-lo e se possível de uma forma lenta, para que eu pudesse tirar proveito de cada segundo de dor. Minha vingança.
Cruzei a esquina e entrei em casa. Silêncio, como sempre. Tudo era igual, nada mudava. Até hoje, pensei com prazer. Hoje representaria o início, finalmente. O velho bêbado que se considerava meu pai não estava em casa, não duvidava que ele estivesse jogado na frente de algum bar, não que eu me importasse.
Assim que entrei no banheiro fui atingida por uma memória, da vez em que enfaixara o ombro de Sebastian após tê-lo apunhalado com uma faca por acidente, nunca me esqueci do prazer que sentira ao ver todo aquele sangue derramado no chão. Foi pensando nisso que me arrumei para a Colheita, peguei uma das minhas melhores roupas que comprara com o dinheiro que meu irmão enviava todos os meses com o seu trabalho de pacificador no Distrito 7. Tinha adotado aquela opção de futuro até o momento em que começara a treinar para os jogos, porém, agora eu só teria duas opções e me apoiava mais naquela em que eu sairia vitoriosa da arena.
Tomei pouco mais de quinze minutos para estar pronta, olhei uma última vez para meu quarto simples com armas mortais penduradas em todos os cantos. Se eu saísse vitoriosa nunca mais voltaria aquele lugar, nunca mais moraria naquela casa, seria eu e apenas eu num lindo lugar com cerca branca e sem vômito do velho bêbado pelos corredores e paredes. Não parei para contemplar a casa ao passar pelo portão, já estava na hora de eu encarar apenas o que viria pela frente.
Chegando ao Prédio da Justiça, notei que eu era uma das últimas a chegar e que não havia nenhuma preocupação em algumas pessoas de serem escolhidas como tributos, muitos tinham ido para lá apenas por obrigação, pois todos sabiam que esse ano era meu e de Sebastian. A menos que essas pessoas quisessem ser mortas a caminho do trem, era melhor que elas ficassem quietas e não abusassem da sorte.
Procurei por Sebastian na multidão e o encontrei numa das primeiras filas, de braços cruzados e com uma expressão que parecia tédio, sorri ao vê-lo, era raro notar qualquer coisa além de sua habitual quietude. Adiantei-me numa das fileiras da frente e acenei com a cabeça para ele, que retribuiu o gesto e voltou a olhar para frente no momento em que Olive subira ao palco.
A impressão que ela dava era de que a cada ano, sua aparência piorava, dessa vez usava um traje amarelo tão brilhante que cheguei a desviar a vista, com uma peruca preta e mechas coloridas que ia até a cintura. Sem falar naqueles sapatos horrorosos, que se estivessem na Cornucópia, eu os usaria como uma arma mortal para apunhalar qualquer um que resolvesse me enfrentar.
A chata apresentação começara, o hino, o discurso de incentivo, já enjoara daquilo tudo, minha paciência também tinha limites afinal. Resolvi observar os adultos, havia poucos dessa vez, nenhum deles estava preocupado com seus filhos, como disse, esse ano era meu. Para minha total surpresa, meu pai era um dos que estavam entre os poucos e chocar mais, ele aparentava estar sóbrio. Agora estou delirando, pensei.
Voltei a atenção ao telão para analisar meus competidores. Observei atentamente os voluntários do 1 para ver se eles poderiam ou não fazer parte de meu plano com Sebastian, a garota parecia ser mais fraca do que aparentava, mas ambos poderiam se encaixar.
Finalmente, a hora chegou.
_Hora de escolher nossos tributos! – disse uma Olive animada que continuou parada no lugar, sabia o que estava por vir.
Sebastian e eu não demoramos a nos mexer e em segundos, já estávamos no palco, encarando a multidão entediada, não precisamos falar nada e nem repetir o patético ‘ eu me voluntario como tributo’ que muitas pessoas de outros distritos repetiam. Ser voluntários era um grande feito para elas.
_Ora ora, dois voluntários! – falou Olive sem qualquer tom de surpresa em sua voz – digam os seus nomes, digam!
_Morgana Mors – disse ao tomar o microfone de Olive e depois passá-lo para Sebastian, que mal me olhou.
_Sebastian Averni – disse calmamente.
_Muito bem muito bem! – Olive recuperou seu microfone e sorriu para a platéia – Dêem as mãos e que a sorte esteja sempre a favor de vocês dois!
Sebastian me encarou com seus olhos castanhos claros e trocamos um pequeno sorriso discreto, nossas mãos se entrelaçaram e pelo aperto, pude sentir o quão forte ele era. Oficialmente, éramos aliados e inimigos.
Olive nos expulsou do palco e ao olhar de esgoela para a multidão, percebi que meu pai desaparecera, o velho bêbado deveria estar comemorando o fato de que a casa seria apenas sua daqui para frente. Recusei entrar na sala em que os pacificadores me levaram e fui para a mesma de Sebastian, onde ficamos quietos encarando um ao outro. Contemplei sua forma física, os cabelos curtos de cor castanha, o rosto bonito e sem expressão que muitas vezes eu deixara alguma cicatriz durante os treinos, todos os seus músculos definidos que foram muito bem trabalhados em todos aqueles anos difíceis. Eu sabia sobre seu passado, o menino que apanhava dos pais e os matara quando completara dez anos, que passara a viver num tipo de orfanato e arranjara briga com todas as crianças que lá moravam, Sebastian era um encrenqueiro apesar de tudo.
Admito que em outro tempo, se não fossemos inimigos, eu cogitaria a possibilidade de passar um tempo a mais com ele. Sorri ao perceber que isso nunca seria possível, pois não demoraria aos Jogos chegarem e eu sair vitoriosa, independente do preço.
Eu iria matar todos, e não ser morta.
Postado por Bia ^^
Cravei a adaga no tronco mais próximo, recolhi minhas coisas e parti para casa,o último treino antes da Colheita. Sebastian não disse nada como sempre e depois de poucos segundos, já estava ao meu lado, caminhando com passos firmes.
_Te encontro mais tarde? – perguntei quando chegamos ao ponto em que nos separávamos.
Ele assentiu e logo depois desapareceu. Era sempre assim com Sebastian. Calmo, calculista, doentio, assassino. E apesar de tudo, eu continuava a não sentir nenhum medo diante da perspectiva de encará-lo na arena dali a poucos dias, quando colocaríamos o nosso plano em ação. Nenhum tributo terá chance contra nós, e quando chegar a hora, farei todo o meu esforço para matá-lo, era o que eu repetia todas às vezes ao fim dos treinos.
Sorri ao pensar nisso. Sebastian nunca fora um amigo, apenas um parceiro de combate, seria um prazer matá-lo e se possível de uma forma lenta, para que eu pudesse tirar proveito de cada segundo de dor. Minha vingança.
Cruzei a esquina e entrei em casa. Silêncio, como sempre. Tudo era igual, nada mudava. Até hoje, pensei com prazer. Hoje representaria o início, finalmente. O velho bêbado que se considerava meu pai não estava em casa, não duvidava que ele estivesse jogado na frente de algum bar, não que eu me importasse.
Assim que entrei no banheiro fui atingida por uma memória, da vez em que enfaixara o ombro de Sebastian após tê-lo apunhalado com uma faca por acidente, nunca me esqueci do prazer que sentira ao ver todo aquele sangue derramado no chão. Foi pensando nisso que me arrumei para a Colheita, peguei uma das minhas melhores roupas que comprara com o dinheiro que meu irmão enviava todos os meses com o seu trabalho de pacificador no Distrito 7. Tinha adotado aquela opção de futuro até o momento em que começara a treinar para os jogos, porém, agora eu só teria duas opções e me apoiava mais naquela em que eu sairia vitoriosa da arena.
Tomei pouco mais de quinze minutos para estar pronta, olhei uma última vez para meu quarto simples com armas mortais penduradas em todos os cantos. Se eu saísse vitoriosa nunca mais voltaria aquele lugar, nunca mais moraria naquela casa, seria eu e apenas eu num lindo lugar com cerca branca e sem vômito do velho bêbado pelos corredores e paredes. Não parei para contemplar a casa ao passar pelo portão, já estava na hora de eu encarar apenas o que viria pela frente.
Chegando ao Prédio da Justiça, notei que eu era uma das últimas a chegar e que não havia nenhuma preocupação em algumas pessoas de serem escolhidas como tributos, muitos tinham ido para lá apenas por obrigação, pois todos sabiam que esse ano era meu e de Sebastian. A menos que essas pessoas quisessem ser mortas a caminho do trem, era melhor que elas ficassem quietas e não abusassem da sorte.
Procurei por Sebastian na multidão e o encontrei numa das primeiras filas, de braços cruzados e com uma expressão que parecia tédio, sorri ao vê-lo, era raro notar qualquer coisa além de sua habitual quietude. Adiantei-me numa das fileiras da frente e acenei com a cabeça para ele, que retribuiu o gesto e voltou a olhar para frente no momento em que Olive subira ao palco.
A impressão que ela dava era de que a cada ano, sua aparência piorava, dessa vez usava um traje amarelo tão brilhante que cheguei a desviar a vista, com uma peruca preta e mechas coloridas que ia até a cintura. Sem falar naqueles sapatos horrorosos, que se estivessem na Cornucópia, eu os usaria como uma arma mortal para apunhalar qualquer um que resolvesse me enfrentar.
A chata apresentação começara, o hino, o discurso de incentivo, já enjoara daquilo tudo, minha paciência também tinha limites afinal. Resolvi observar os adultos, havia poucos dessa vez, nenhum deles estava preocupado com seus filhos, como disse, esse ano era meu. Para minha total surpresa, meu pai era um dos que estavam entre os poucos e chocar mais, ele aparentava estar sóbrio. Agora estou delirando, pensei.
Voltei a atenção ao telão para analisar meus competidores. Observei atentamente os voluntários do 1 para ver se eles poderiam ou não fazer parte de meu plano com Sebastian, a garota parecia ser mais fraca do que aparentava, mas ambos poderiam se encaixar.
Finalmente, a hora chegou.
_Hora de escolher nossos tributos! – disse uma Olive animada que continuou parada no lugar, sabia o que estava por vir.
Sebastian e eu não demoramos a nos mexer e em segundos, já estávamos no palco, encarando a multidão entediada, não precisamos falar nada e nem repetir o patético ‘ eu me voluntario como tributo’ que muitas pessoas de outros distritos repetiam. Ser voluntários era um grande feito para elas.
_Ora ora, dois voluntários! – falou Olive sem qualquer tom de surpresa em sua voz – digam os seus nomes, digam!
_Morgana Mors – disse ao tomar o microfone de Olive e depois passá-lo para Sebastian, que mal me olhou.
_Sebastian Averni – disse calmamente.
_Muito bem muito bem! – Olive recuperou seu microfone e sorriu para a platéia – Dêem as mãos e que a sorte esteja sempre a favor de vocês dois!
Sebastian me encarou com seus olhos castanhos claros e trocamos um pequeno sorriso discreto, nossas mãos se entrelaçaram e pelo aperto, pude sentir o quão forte ele era. Oficialmente, éramos aliados e inimigos.
Olive nos expulsou do palco e ao olhar de esgoela para a multidão, percebi que meu pai desaparecera, o velho bêbado deveria estar comemorando o fato de que a casa seria apenas sua daqui para frente. Recusei entrar na sala em que os pacificadores me levaram e fui para a mesma de Sebastian, onde ficamos quietos encarando um ao outro. Contemplei sua forma física, os cabelos curtos de cor castanha, o rosto bonito e sem expressão que muitas vezes eu deixara alguma cicatriz durante os treinos, todos os seus músculos definidos que foram muito bem trabalhados em todos aqueles anos difíceis. Eu sabia sobre seu passado, o menino que apanhava dos pais e os matara quando completara dez anos, que passara a viver num tipo de orfanato e arranjara briga com todas as crianças que lá moravam, Sebastian era um encrenqueiro apesar de tudo.
Admito que em outro tempo, se não fossemos inimigos, eu cogitaria a possibilidade de passar um tempo a mais com ele. Sorri ao perceber que isso nunca seria possível, pois não demoraria aos Jogos chegarem e eu sair vitoriosa, independente do preço.
Eu iria matar todos, e não ser morta.
Postado por Bia ^^
16 de abril de 2012
[Fanfic - Destino Voraz] Capítulo 6: "O próximo passo"
Tudo estava perto, muito perto para Ayden. Com toda sua confiança e orgulho, não demorou a chegar à praça e encontrar uma Daff bem mais arrumada que o habitual à tarde. Passara quase toda a manhã tentando conversar com a menina.
Chegou a conhecer uma de suas terríveis “pupilas”, Rose, uma criança pentelha de seis anos que enchia Ayden de perguntas sobre desenhos e o impedia de continuar com seus questionamentos sobre Katniss.Não demorou para que ele se irritasse e gritasse com a jovem, aquilo causara tanto espanto nas duas meninas que chegou a pensar na possibilidade do fracasso de seu plano. Rose, atenta ao que se passara, logo se retraiu e gargalhou, pensando que tudo era uma brincadeira e que Ayden estava apenas tirando sarro das duas.
Assim que a hora da escola chegou, Daff não se demorou, recolheu todos seus objetos e se despediu com um aceno de cabeça e uma promessa de voltar mais tarde para a tão esperada apresentação. Rose esperou ate o momento em que a menina estivesse fora de vista para se debruçar sobre Ayden e sussurrar:
_Ela gosta de você – disse antes de sair correndo.
Ayden sorriu, aquilo contribuiria para seu sucesso no plano. Ao invés de vagar mais uma vez pelo Distrito, levantou-se e seguiu as meninas até a tão falada escola. Ao chegar, não se surpreendeu com o lugar. Um pequeno prédio cinza com largas janelas em todos os quatro andares, alguns balanços de madeira se encontravam ao lado do edifício, e crianças corriam e brincavam no pátio. Era um lugar comum que passaria despercebido a qualquer pessoa.
Aproximou-se de uma das janelas do primeiro andar para se deparar com uma sala de aula cheia, a maioria dos alunos prestava atenção ao professor, que escrevia na lousa continuamente com um giz branco, alguns dos alunos cochilavam e outros falavam baixo.
Chegou a conhecer uma de suas terríveis “pupilas”, Rose, uma criança pentelha de seis anos que enchia Ayden de perguntas sobre desenhos e o impedia de continuar com seus questionamentos sobre Katniss.Não demorou para que ele se irritasse e gritasse com a jovem, aquilo causara tanto espanto nas duas meninas que chegou a pensar na possibilidade do fracasso de seu plano. Rose, atenta ao que se passara, logo se retraiu e gargalhou, pensando que tudo era uma brincadeira e que Ayden estava apenas tirando sarro das duas.
Assim que a hora da escola chegou, Daff não se demorou, recolheu todos seus objetos e se despediu com um aceno de cabeça e uma promessa de voltar mais tarde para a tão esperada apresentação. Rose esperou ate o momento em que a menina estivesse fora de vista para se debruçar sobre Ayden e sussurrar:
_Ela gosta de você – disse antes de sair correndo.
Ayden sorriu, aquilo contribuiria para seu sucesso no plano. Ao invés de vagar mais uma vez pelo Distrito, levantou-se e seguiu as meninas até a tão falada escola. Ao chegar, não se surpreendeu com o lugar. Um pequeno prédio cinza com largas janelas em todos os quatro andares, alguns balanços de madeira se encontravam ao lado do edifício, e crianças corriam e brincavam no pátio. Era um lugar comum que passaria despercebido a qualquer pessoa.
Aproximou-se de uma das janelas do primeiro andar para se deparar com uma sala de aula cheia, a maioria dos alunos prestava atenção ao professor, que escrevia na lousa continuamente com um giz branco, alguns dos alunos cochilavam e outros falavam baixo.
Para sua surpresa, na janela do outro lado do prédio, encontrara o que estivera procurando, Daff, a menina estava com uma expressão séria, atenta ao que o professor dizia. Ele a invejava por estudar numa escola, nunca tivera essa oportunidade graças a Amanyta, a mulher nunca o permitira estudar em qualquer lugar que fosse além da própria casa, todos os seus estudos foram coordenados por pacificadores que o visitam no máximo duas vezes por semana.
Antes que tivesse tempo para se esconder, Daff o avistara. Foi possível notar sua confusão no início, porém, logo a menina sorriu e acenou, atingindo Ayden com uma mistura de emoções. Confuso, saiu de lá o mais rápido possível e tomou o caminho para a praça, tentando não pensar na menina ou em qualquer outra coisa relacionada, aquilo já passara dos limites, afinal tinha a conhecido há poucos dias.
_Ei menino! Você!
Ayden procurou de onde vinha a voz e percebeu que era da mulher que o servira todas às vezes num dos restaurante dos distritos.
_Algum problema senhora? – perguntou.
_Você não acha muito feio faltar à escola todos os dias menino? Vejo sua amiga indo para lá sempre e você continua como um vira-lata abandonado por aqui!
Ayden riu.
_Talvez fosse melhor a senhora não se intrometer na minha vida – disse enquanto passava e ignorava os protestos da mulher.
Intrometida, pensou.
Não demorou para que o Sol estivesse à pino e a escola finalmente terminasse, Daff surgiu na praça rindo e apontando para menino.
_O que foi aquilo de manhã? Estava com tanta vontade de aprender história que apareceu na janela?
_Ah, perdão – sorriu – não me aguentei, estava curioso para saber o quão estudiosa você é.
_Sei – Daff riu – preparado para ir para casa? Aposto que meu pai deve ter feito um almoço excepcional já que estou trazendo um amigo hoje!
Finalmente. Ayden levantou-se prontamente e estendeu o braço como cortesia.
_Claro que sim madame, se você, por favor, puder guiar o caminho– sorriu. Bom trabalho garoto,pensou Ayden.
Daff não hesitou ao entrelaçar seus braços e começar a caminhada. Juntos, partiram para a tão falada casa.
Não perca o próximo capítulo! Como será o tão esperado encontro de Katniss e Ayden?
Postado por Ysla e Bia.
1 de abril de 2012
[Fanfic - Destino Voraz] Capítulo 5: "A Chave"
Ayden mal acreditava no que acabara de ouvir. Encontrara a chave para sua vingança ali naquela praça. As chances finalmente estariam ao seu favor ou aquilo estava sendo fácil demais? Não sabia ao certo, mas não poderia e nem gostaria de deixar aquela chance passar.
_Qual é o seu interesse em minha mãe? Sabe, ela é muito famosa por aqui, as pessoas querem vê-la o tempo todo - falou Daff, com um tom meigo e risonho em sua voz.
Ayden respondeu prontamente:
_Curiosidade, só gostaria de conhecer quem fez tanto por nosso povo.
_Bem, mamãe normalmente não gosta de receber muitas pessoas, mas, talvez um dia eu possa te apresentá-la. Agora tenho que ir Ayden, estou realmente atrasada.
Ao vê-la partir, pensou “Ande feliz por ai, enquanto puder.” Ótimo, parte do seu trabalho já tinha sido feito, mas agora ele ainda precisava encontrar um jeito de conquistar a confiança da família de Katniss. Seu passo seguinte seria obter mais informações a partir de Daff, o que restava agora era paciência.
Ayden decidiu vagar um pouco pelo Distrito sem compromisso. Descobriu um tipo de gente que nunca tinha visto antes, pessoas alegres, algumas marcadas por um passado sombrio, mas livre de ressentimentos. Andando sem rumo, acabou entrando na floresta e encontrando uma pedra perfeita para se sentar, ao som de passarinhos e outros animais, contemplou a bela paisagem verde. Árvores altas com copas que pareciam tocar o céu, flores coloridas que perfumavam o ar e atraiam cada vez mais insetos, o cheiro de terra fresca, os animais que ora apareciam e fugiam ao avistá-lo. Mesmo destruindo a vida de quem tanto odiava, aquele belo lugar continuaria existindo. Vida injusta, pensou.
Como se pudesse congelar a paisagem, resolveu desenhá-la. Contornou cada árvore, cada pássaro, cada ponto que considerava importante, imaginou como ficaria a versão do desenho de Daff, se seria ou não parecido. Percebeu que poderia utilizar sua habilidade como uma vantagem para se aproximar ainda mais da família e conseguir novas informações.
As horas passaram como segundos e depois de uma longa caminhada, voltou ao Centro do Distrito, almoçou uma sopa quente e deliciosa num pequeno restaurante e esperou Daff no mesmo lugar que a encontrara mais cedo.
Passaram-se poucos minutos até que Ayden sentiu alguém lhe cutucar o ombro. Não teve dúvidas de quem era.
_Esperando por mim?
_Qual é o seu interesse em minha mãe? Sabe, ela é muito famosa por aqui, as pessoas querem vê-la o tempo todo - falou Daff, com um tom meigo e risonho em sua voz.
Ayden respondeu prontamente:
_Curiosidade, só gostaria de conhecer quem fez tanto por nosso povo.
_Bem, mamãe normalmente não gosta de receber muitas pessoas, mas, talvez um dia eu possa te apresentá-la. Agora tenho que ir Ayden, estou realmente atrasada.
Ao vê-la partir, pensou “Ande feliz por ai, enquanto puder.” Ótimo, parte do seu trabalho já tinha sido feito, mas agora ele ainda precisava encontrar um jeito de conquistar a confiança da família de Katniss. Seu passo seguinte seria obter mais informações a partir de Daff, o que restava agora era paciência.
Ayden decidiu vagar um pouco pelo Distrito sem compromisso. Descobriu um tipo de gente que nunca tinha visto antes, pessoas alegres, algumas marcadas por um passado sombrio, mas livre de ressentimentos. Andando sem rumo, acabou entrando na floresta e encontrando uma pedra perfeita para se sentar, ao som de passarinhos e outros animais, contemplou a bela paisagem verde. Árvores altas com copas que pareciam tocar o céu, flores coloridas que perfumavam o ar e atraiam cada vez mais insetos, o cheiro de terra fresca, os animais que ora apareciam e fugiam ao avistá-lo. Mesmo destruindo a vida de quem tanto odiava, aquele belo lugar continuaria existindo. Vida injusta, pensou.
Como se pudesse congelar a paisagem, resolveu desenhá-la. Contornou cada árvore, cada pássaro, cada ponto que considerava importante, imaginou como ficaria a versão do desenho de Daff, se seria ou não parecido. Percebeu que poderia utilizar sua habilidade como uma vantagem para se aproximar ainda mais da família e conseguir novas informações.
As horas passaram como segundos e depois de uma longa caminhada, voltou ao Centro do Distrito, almoçou uma sopa quente e deliciosa num pequeno restaurante e esperou Daff no mesmo lugar que a encontrara mais cedo.
Passaram-se poucos minutos até que Ayden sentiu alguém lhe cutucar o ombro. Não teve dúvidas de quem era.
_Esperando por mim?
Com seu sorriso mais sedutor, voltou-se para Daff e disse com a maior alegria:
_Olá Daff.Vejo que voltou, como foi seu dia?
_E você realmente se importa? – a menina riu e lhe deu um soco fraco no braço.
_Claro, por que outra razão eu estaria aqui, esperando por você, sozinho, para mostrar meus desenhos? – Muito bem Ayden, continue assim, pensou.
Daff riu e se sentou ao seu lado, recolhendo os desenhos de sua mão. Seus olhos analisavam minuciosamente cada pequeno detalhe, e brilhavam com plena admiração e felicidade. Após alguns minutos, a menina entregou os desenhos de volta a Ayden e olhou para o céu, sua expressão era a de quem tentava encontrar a chave para um enigma.
_Sei que não são tão bons quantos os seus, mas estão tão ruins assim a ponto de te deixar muda? – perguntou Ayden.
_Não, não é isso... Seus desenhos são ótimos, expressam tudo, mas – hesitou – Olha eu sei que isso é meio precipitado, afinal eu mal conheço você, mas será que você gostaria de me ajudar com as crianças? Mesmo que seja só por alguns minutos, ficamos de manhã aqui na praça e algumas tardes também quando não tenho nada para fazer e...
Antes que ela pudesse continuar a tagarelar, Ayden se intrometeu.
_Claro! Eu adoraria! Seria fascinante, obrigado! – Menina burra, foi o primeiro pensamento que lhe veio à mente.
Daff sorriu e em sua ingenuidade, não passou por sua cabeça em nenhum momento, que Ayden fosse alguém com segundas intenções.
_ Eu nem sei o que dizer...é ótimo ter alguém que me entenda – contou Daff- Você vai adorar as crianças, todas são muito amáveis, porém, difíceis de trabalhar às vezes.Prometo que você não se arrependerá.
Ayden sorriu diante de sua tamanha sorte.
Promessas são coisas que ele não costumava cumprir.
Não perca o próximo capítulo! Será que Ayden terá sucesso em seu plano? Ele conseguirá enganar a todos?
_Olá Daff.Vejo que voltou, como foi seu dia?
_E você realmente se importa? – a menina riu e lhe deu um soco fraco no braço.
_Claro, por que outra razão eu estaria aqui, esperando por você, sozinho, para mostrar meus desenhos? – Muito bem Ayden, continue assim, pensou.
Daff riu e se sentou ao seu lado, recolhendo os desenhos de sua mão. Seus olhos analisavam minuciosamente cada pequeno detalhe, e brilhavam com plena admiração e felicidade. Após alguns minutos, a menina entregou os desenhos de volta a Ayden e olhou para o céu, sua expressão era a de quem tentava encontrar a chave para um enigma.
_Sei que não são tão bons quantos os seus, mas estão tão ruins assim a ponto de te deixar muda? – perguntou Ayden.
_Não, não é isso... Seus desenhos são ótimos, expressam tudo, mas – hesitou – Olha eu sei que isso é meio precipitado, afinal eu mal conheço você, mas será que você gostaria de me ajudar com as crianças? Mesmo que seja só por alguns minutos, ficamos de manhã aqui na praça e algumas tardes também quando não tenho nada para fazer e...
Antes que ela pudesse continuar a tagarelar, Ayden se intrometeu.
_Claro! Eu adoraria! Seria fascinante, obrigado! – Menina burra, foi o primeiro pensamento que lhe veio à mente.
Daff sorriu e em sua ingenuidade, não passou por sua cabeça em nenhum momento, que Ayden fosse alguém com segundas intenções.
_ Eu nem sei o que dizer...é ótimo ter alguém que me entenda – contou Daff- Você vai adorar as crianças, todas são muito amáveis, porém, difíceis de trabalhar às vezes.Prometo que você não se arrependerá.
Ayden sorriu diante de sua tamanha sorte.
Promessas são coisas que ele não costumava cumprir.
Não perca o próximo capítulo! Será que Ayden terá sucesso em seu plano? Ele conseguirá enganar a todos?
Postado por Ysla e Bia.
19 de março de 2012
[Fanfic - Destino Voraz] Capítulo 4: "O primeiro movimento"
“Como é longo o caminho para o Distrito 12”, pensava Ayden.
Desejava acabar logo com tudo aquilo. Ao se vingar, estaria fazendo aquilo por todo o seu sofrimento e enfim poderia seguir com sua vida. Seu plano era simples: passar despercebido, encontrar Katniss, enganá-la, e por fim, sair de lá o mais rápido possível.
Depois de alguns longos dias de viagem, com sonhos perturbadores de todos os castigos que havia sofrido, ele finalmente tinha chegado ao Distrito 12. Ficou surpreso e encantado com o que via: um Distrito organizado e até belo, que se transformara ao longo de muitos anos.
Começou sua caminhada para reconhecer com o estava lidando, e logo no início teve uma surpresa, no mínimo, desagradável: O centro de aprendizagem Everdeen&Mellark. Seria mais difícil ainda passar despercebido se tivesse que manter relações com eles, pessoas prestigiadas e conhecidas por todo o distrito. “Um desafio a mais, já esperava isso”, pensou.
Ayden, prontamente, decidiu arranjar algum lugar para passar a noite, conseguiu um quarto numa pequena pensão de uma velha senhora enrugada e descabelada. Era um espaço um pouco simples, básico, mas perfeito para realizar seus planos. Ao cair da noite, pegou seu caderno de desenho e seus lápis, e começou a desenhar os contornos da praça, a lua brilhante no céu, as pessoas conversando e andando de um lado para o outro. Descobriu seu dom ainda pequeno, em alguma das suas visitas ao porão para limpeza como castigo de Amanyta, onde arranjou um pequeno bloco de papel e começou a desenhar com o primeiro pedaço de carvão que encontrou. Desde então, fazia isso sempre que possível para organizar os pensamentos e apreciar um momento calmo.
Desenhou a lua e seu reflexo até que seus olhos começaram a se fechar, não demorou muito para cair no sono e ter mais um sonho perturbador.
“Por que isso não acaba?” Pensou ao acordar. “Talvez o fim só chegue ao término do plano.”
Arrumou-se impecavelmente, tomou café e disse a si mesmo para ser o melhor ator que já se viu. Mesmo de manhã, as ruas já estavam tomadas de pessoas andando de lá para cá, algumas abrindo seus comércios, outras conversando. Um idoso bêbado causava tumulto num dos bares, um menino corria rapidamente com doces frescos pela rua principal, uma mulher carregava pacotes coloridos em direção a uma loja com fachada chamativa. “Tudo normal.”
Ayden esperava se meter em algum daqueles bares e arrancar o máximo de informação que conseguisse sobre o paradeiro da mulher que lhe trouxera a ruína. Antes que pudesse chegar ao seu destino, algo lhe chamou atenção.
No meio da praça, cercada por jovens pequenos, estava uma menina de cabelos negros, olhos claros e resplandecentes, boca sedutora, e mãos que acompanhavam a curva do desenho que trabalhava na hora. A jovem parecia instruir as outras crianças, não deveria passar de uns 16 anos, mas parecia ser profissional no que fazia. Relutante e depois de muita decisão, Ayden chegou perto para dar uma espiada no desenho.
Ficou impressionado com o que via, e a menina que notara seu espanto, logo perguntou:
_Ficou tão ruim assim para você olhar desse jeito?
_Não! Desculpe, é que se parece exatamente com o desenho que fiz ontem – disse Ayden surpreso – exceto que o cenário era de noite, não dia.
Seu coração acelerou no momento que a menina lhe encarou com seus olhos brilhantes e cativantes.
_Eu adoraria vê-lo, está com você? – perguntou.
_Não, deixei no meu quarto. Você fica aqui todo dia? Posso passar amanhã e te mostrar, mas tenho algumas coisas para resolver agora.
_Claro! Fico aqui sempre antes de ir para a escola - explicou-lhe a garota – finalmente último ano!
Antes que pudesse perceber, já estava conversando com ela por um tempo, descobriu que seu nome era Daffodil, mas parte de seus amigos lhe chamavam de Daff, gostava de desenhar desde pequena, incentivada pelo seu pai. Ajudava algumas das crianças que moravam em sua vizinhança a aprender a desenhar todos os dias antes de ir para suas aulas normais de manhã, apresentou a Ayden seu irmão menor, um menininho loiro com pele moreninha e que não parava de falar. Cada vez que o horário para ela partir se aproximava, seu coração se apertava.
_Desculpa Ayden, acho que tenho que ir antes que eu me atrase – disse Daff - podemos nos encontrar aqui amanhã?
_Claro! –respondeu e antes que pudesse evitar, perguntou– você sabe onde uma pessoa chamada Katniss Everdeen mora?
Daff se surpreendeu e o encarou.
_Obviamente, ela é minha mãe.
Será Daff a primeira a sofrer a vingança de Ayden?
Postado por Ysla e Bia.
11 de março de 2012
[Fanfic - Destino Voraz] Capitulo 3: "Marcas Severas"
_Como assim ele não tem nome? - indagou a mulher que acabara de ouvir toda a situação atual do Pacificador.
_Desculpe senhora, Snow não disse mais nada.
Amanyta vivia no Distrito 2 há mais de 10 anos, uma parente distante de Snow que perdeu tudo o que amava, nunca conseguiu ter nada duradouro na vida: família, dinheiro, poder. Foi quando Snow lhe ofereceu um trabalho na Capital, que viu uma nova oportunidade de vida e decidiu aceitar. Tão ingênua na época, nem ao menos quis saber mais informações sobre o que faria e, ao recordar aquelas terríveis cenas, um aperto lhe afligiu o coração. Ela odiava Snow e tudo o que vinha de Snow.
_Senhora, Snow disse que você está devendo um grande favor a ele – explicou o pacificador – no passado ele lhe concedeu seu desejo, chegou à hora de cobrar isso, pois todos os desejos possuem sacrifícios.
_Desejo?! Ele me manipulou!
_Aceite ou morra– o homem a ameaçou – Não queremos que a senhora sofra algo se não fizer isso.
Amanyta o encarou incrédula, o pacificador dissera isso com uma voz tão fria e calma que arrepios lhe percorreram. Não tenho saída, não quero mais problemas, pensou.
_Que seja - Frustrada, Amanyta pegou o menino no colo, inspecionou-o e o jogou no sofá. O Pacificador a ignorou.
_Muito bem, informarei a Snow que a senhora aceitou o trabalho de boa vontade. Um pacificador checará a criança duas vezes a cada mês e trará itens necessários.
Com isso, o homem se levantou e partiu, batendo forte a porta. A criança, quieta até o momento, começou a chorar.
_ Que seja – repetiu – vou chamar você de Ayden, criança inútil.
Amanyta foi até a criança e a pegou, tentou balançá-la para ver se parava de chorar. Confiscou todas as coisas que o pacificador trouxera: uma mamadeira, algumas fraldas e outros itens necessários. Tudo para uma criança inútil.
_Duas vezes a cada mês não é, pequeno Ayden? Ninguém precisa saber o que acontece com você nos outros dias...
Se não posso atingir Snow, atingirei o filho, afinal por que deixar uma criança, como esta, viva? Ao ter esse pensamento, a mulher sorriu friamente.
- x –
Snow não poderia ter achado alguém melhor para criar seu filho vingador, pois, ano a ano, dia a dia, o veneno estava sendo implantado na criança. Não com delicadeza e amor, mas com ódio e brutalidade.
Ayden sofria punições terríveis. Tratado como um lixo, era obrigado a cuidar de todas as tarefas e se cometesse algum pequeno erro ou fosse lento demais para varrer o chão, era submetido a dolorosos castigos. Vivia isolado na casa de Amanyta, não possui amigos, uma vez ou outra recebia a visita de um pacificador, estes apenas checavam se ele estava vivo e depois partiam. Amanyta ria e debochava de sua infelicidade.
_Quem mandou ser filho daquele homem maldito? – repetia e depois ria malevolamente.
Algumas vezes, quando se esquecia de fazer algo, era trancado no quarto escuro dos fundos, cheio de ratos e aranhas, e obrigado a passar um dia sem alimento. Os castigos eram piores quando era criança, arrancavam-lhe lágrimas, marcavam seu corpo, aumentavam ainda mais seu sofrimento. Como era um menino curioso, queria saber e experimentar de tudo, foi quando Amanyta ameaçou cortar sua língua que passou a falar o menos possível e a obedecê-la.
Conforme foi crescendo, aprendeu a evitar os castigos e fazer as coisas certas, mesmo Amanyta criando castigos de propósito, enfrentava-os sem derramar mais nenhuma lágrima ou gritar pedindo socorro.
Outra vez, numa das visitas dos pacificadores, tudo mudou. “Já estava crescendo e a hora de encarar o mundo como um homem tinha chegado”, foi o que lhe falaram. A partir de então, passou a ter sessões diárias de treinamento usando todos os tipos de armas e técnicas com os pacificadores. Seu corpo antes magricela se transformou no corpo de um soldado treinado. Ele era uma arma.
Tinha ouvido falar de seu pai diversas vezes por Amanyta, esta lhe contava todo o tipo de crueldades que seu pai tinha feito, o quão ruim e cruel ele era. Já para o pacificadores que vinham lhe treinar, Snow era um grande herói. Contaram-lhe que seu pai tinha morrido alguns meses após chegarem ao Distrito 2, mais que isso, Ayden não sabia.
Ouvia comentários pripalmente sobre Katniss Everdeen, a grande inimiga.
Por causa dela, tinha caído nas mãos de Amanyta. Graças a ela tinha sofrido todos aqueles castigos insuportáveis. Vingança. Não pelo seu pai, mas por tudo o que tinha passado.
Finalmente, quando completou 21 anos, Ayden partiu para sua missão, deixando uma Amanyta idosa um pouco triste para trás, que se apegara ao menino apesar de todas as crueldades que tinha lhe feito. Não importava o que aquilo iria lhe custar, ou como ia fazê-lo, ele estava determinado a acabar com a vida de Katniss e de todos que ela amava. Porém, tinha consciência de que isso teria que ser feito de um jeito puro e inocente. Teria que ganhar a confiança de seus inimigos.
Será que Ayden conseguirá chegar ao Distrito 12?
Será que ele vai conseguir executar seu plano e sair imune?
Postado por Ysla e Bia
3 de março de 2012
[Fanfic - Onze Colheitas] "Vingança" Distrito 4
Peixes.Tudo aqui cheira a peixe, pra onde olho, vejo peixes, todos só falam em peixes. Assim é a vida no Distrito 4.
Não que eu esteja reclamando, longe disso. Pra ser sincera, aqui poderia ser bem pior, eu ate gosto.
Meu pai me ensinou a pescar antes mesmo de eu aprender a falar. Todas os dias, a tardinha, saímos do nosso barraco, meu pai, minha mãe e eu, para virar a noite e ver o amanhecer lançando redes na imensidão de água que rodeia nosso Distrito. Eram raras as vezes que eu não ia, só me ausentava da pescaria quando estava doente, nesses dias meu pai ia sozinho, pois minha mãe ficava cuidando de mim. Quando chegamos, minha mãe me leva pra casa e me põe pra dormir, depois sai pro mercado do centro do Distrito, para vender os peixes com meu pai.
Nossa família, apesar de pequena, é muito unida. Sou filha única, e como a única irmã que minha mãe tinha morreu nos Jogos Vorazes com apenas 12 anos e meu pai perdeu a família num naufrágio há anos atrás, também não tenho tios ou primos. Sempre fomos só nós três. Nós três e uns poucos amigos pescadores do Distrito. Embora ela nunca tenha me falado nada, eu acredito que minha mãe nunca quis ter filhos, por causa dos Jogos. Digo isso porque no meu aniversário de 12 anos, há um ano, ela estava muito triste, apreensiva, diferente daquela mulher alegre que todos os anos me acordava com beijos, cantando e dançando junto com meu pai e a noite, no barco, soltava sinalizadores no céu, um para cada idade que eu completava. Ano passado não foi assim, nem esse ano, há três meses, quando completei 13 anos. Ela ate tentou disfarçar, mas sei que ela teme por mim, teme que eu seja sorteada para participar do massacre dos Jogos.
Por falar nos Jogos Vorazes, hoje é o dia da Colheita.
Todo ano, nesse dia, a mesma rotina se repete. Meu pai vai pescar sozinho na noite anterior e eu fico em casa com minha mãe para descansar, pois a presença na praça é obrigatória e se eu saísse pra pescar não poderia dormir a tarde. Porém, esse ano eu insisti para que minha mãe fosse ajudar meu pai na pescaria, pois a época estava realmente boa para os negócios e o mar estava rendendo bons peixes.
- Mãe, é sério, pode ir. Eu vou só dormir, quando acordar vocês já estarão aqui novamente. – Eu pedia, tentando tranquilizá-la.
- Mas não quero te deixar sozinha, não num dia como hoje... – Ela evitava falar na colheita, era sempre muito difícil pra ela lembrar da irmã e pensar que eu poderia ser convocada para participar.
Depois de muito insisti, ela cedeu, relutante, prometendo voltar 3 horas antes, para preparar um ótimo café da manhã para mim.
Assim assisti eles subirem a bordo do barco e avançarem pelas águas, seguidos de mais 3 barcos, dos nossos vizinhos e amigos.
Depois que eles desapareceram de vista, subi a rua, tentando encontrar a Jess, a filha mais velha de um pescador amigo do meu pai. Desde pequena que sou amiga da Jess, apesar dela ser 2 anos mais velha. A encontrei perto do mercado.
- Não foi pescar hoje, Marrie ? – ela perguntou confusa.
- Não. Véspera da Colheita... – Falei, lançando um olhar significativo.
- É mesmo, tinha esquecido que você nunca vai nesse dia. – A Jess me conhecia bem, ela sempre ia lá em casa, me ajudar nos estudos e conversar comigo. – Então, sua mãe também está em casa, certo?
- É, não... Esse ano eu pedi que ela fosse ajudar o papai.
Fomos andando em direção ao mercado, quando avistamos aquele grupinho de garotos, todos em volta de outro garoto, um pouco mais velho.
- Aquele é Jason, soube que ele vai se voluntariar amanhã, na Colheita. – A Jess me falou, baixinho. – Ele tem 16 anos, é filho do Patrick Donavan.
Patrick Donavan tinha sido um campeão dos Jogos Vorazes há cerca de 25 anos atrás.
Seguimos para o mercado, ficamos por lá algum tempo depois voltei para casa, para descansar.
Acordei assustada, com batidas fortes na porta. Demorei um tempo para perceber que era a voz do Billy, amigo do meu pai, e pai da Jess, que gritava por mim. Corri para abrir e me deparei com o Billy completamente perturbado. Ele não falava coisa com coisa, ofegava muito, não dava pra entender muito bem o que ele queria me falar, mas ele conseguiu me deixar nervosa.
- Marrie... você tem que vir... seu pai... vamos comigo! – O Billy já me puxava pela rua, em direção a seu barco, que estava atracado. Ainda estava escuro e havia muitas estrelas no céu.
Navegamos por cerca de 20 minutos no mais profundo silencio. Sempre que eu tentava perguntar algo pro Billy, ele começava a tremer e a gaguejar, eu não entendia nada, mas a esse ponto eu já me perguntava por onde estariam meus pais.
Quando avançamos mais um pouco, pude ver uma movimentação de barcos fora do normal. Estavam todos parados, havia uns homens dentro da água, muitas luzes de lanternas e tinha pedaços de um barco flutuando.
Meu mundo parou. Aquele era o barco do meu pai! O barco que todas as manhãs eu ia navegar, o barco que já me trouxe tantas alegrias estava agora aos pedaços.
- Billy, aquele é o barco do meu pai! – Gritei desesperada. – Mas cadê eles? Onde está meu pai e minha mãe? Você os deixou aonde, Billy? – Nesse ponto meus olhos já estavam cheios de lágrimas. Mas ninguém me respondia.
Billy ancorou o barco e um dos homens que estava na água se aproximou.
- Nós conseguimos encontrar eles. – O homem falou, eu o conhecia das pescarias, mas não lembrava seu nome agora.
- Encontrou quem? São meus pais? Onde eles estão? Preciso vê-los... – A ultima parte saiu como uma súplica – Me leva até eles, por favor. – Agora eu já chorava muito.
Billy trocou um olhar angustiado com o outro homem, que confirmou algo que o Billy perguntou com os olhos.
- Marrie, preciso te falar uma coisa. Aquele barco era do seu pai sim. – Billy segurou minhas mãos e me fez sentar na madeira molhada do barco – Há algumas horas a lancha dos Donavan apareceu em alta velocidade, bem no lugar onde seus pais estavam pescando... Estava escuro, a lancha bateu direto no barco de seu pai... O barco partiu, seus pais caíram na água... O motor da lancha é muito potente e... puxou eles debaixo d’água... Eles não subiram mais à superfície... – O Billy cobriu o rosto com as mãos e baixou a cabeça.
Eu não sabia mais o que dizer ou pensar ou fazer. Eu não conseguia, ou não queria entender o que estava acontecendo. O que o Billy quis dizer com “não subiram mais à superfície”?
- Onde estão meu pais, Billy? – Falei, quase sem voz.
- Vou te levar ate eles. – Ele falou, entrando na água e me apoiando em seus ombros, para que eu pudesse nadar com ele até um barco que estava mais adiante.
No percurso pude ver a lancha luxuosa dos Donavan, que foi um dos presentes pela vitória do Patrick nos Jogos, e dentro dela estava uns pescadores, amigos do meu pai e o Jason! O mesmo Jason que eu vi no fim da ultima tarde sendo idolatrado por outros garotos.
- O Joe foi buscar o pai dele. Foi muita irresponsabilidade deixar o garoto navegar por aí a noite. – O Billy falou como se entendesse meus pensamentos.
Chegamos a um barco, não sabia a quem pertencia. Ajudaram-me a subir e quando coloquei os pés dentro da embarcação pude vê-los. Meus pais estavam deitados no chão, um ao lado do outro, desacordados. Mortos!
Isso não podia está acontecendo comigo! Não pode ser! Meus pais, que são tudo que eu tenho, não podem ter morrido assim!
Então tudo ficou escuro e não senti mais nada.
Abri os olhos e estava em casa, completamente seca. Ouvi uns barulhos vindos da cozinha. Então é isso? Foi tudo um pesadelo e minha mãe está fazendo meu café da manhã? Esse pensamento me encheu de esperança e corri ao encontro da minha mãe. Mas não era minha mãe, era a Veronica, esposa do Billy, mãe da Jess, que estava na minha cozinha. Ela parecia cansada e tinha os olhos marejados, como se tivesse chorado muito. Foi então que percebi que era tudo verdade, que aquele pesadelo tinha acontecido mesmo e que agora eu não tinha ninguém no mundo. Mais lágrimas surgiram nos meus olhos e não pude segurar mais.
Veronica correu para me consolar, me levou a mesa e pediu para que eu comesse, pois ela me levaria à Colheita e depois iríamos providenciar o funeral dos meus pais. Ela também me prometeu cuidar de mim e que jamais me deixaria faltar nada. Não consegui comer quase nada e mal tinha acabado de me vestir quando Pacificadores chegaram a minha casa, para fazer a verificação se todos já estavam no Centro do Distrito, onde seria feito o sorteio dos jogadores dos Jogos Vorazes. Eles nos apressaram e seguimos para o lugar marcado.
Era torturante demais, depois de passar por tudo que passei ainda ter que assistir a um sorteio idiota que idiotas preparavam para fazer jovens se matarem, enquanto um país inteiro se divertia com isso.
Quando tomei meu lugar, na segunda fileira, dos menores para os maiores, eu o vi. Jason Donavan estava mais prepotente do que nunca, só aguardando seu momento de se voluntariar para os Jogos. Um ódio sobrenatural subiu por minhas veias naquele momento e minha vontade era de ir ate ele e arrancar seus olhos. Me peguei desejando a pior das mortes para ele naqueles Jogos e jurei para mim mesma, que se ele voltasse como vencedor, eu mesma o mataria!
- MARRIE BENNET
Estava tão envolvida no meu ódio que só percebi quando Terence, o homem que fazia os sorteios no meu Distrito há anos, gritando meu nome. Olhei para o palco e Terence segurava um papel, ele tinha acabado de tirar meu nome e eu era a mais nova participante dos Jogos Vorazes. Subi ao palco, e percebi o olhar surpreso da maioria dos moradores. Chegou a hora de sortear o nome do garoto e eu enfim percebi o que havia acontecido. A ficha caiu no momento em que Jason Donavan levantava sua mão e gritava
- EU ME VOLUNTARIO COMO TRIBUTO!
Eu ia para os Jogos Vorazes com o assassino dos meus pais e jurei, pela alma deles, que o mataria lá, custe o que custar!
Postado por Lu.
[Fanfic - Destino Voraz] Capitulo 2: O Molde
Snow não poderia mais perder tempo. A criança recém nascida não se aquietava em seu colo, remexia-se constantemente nos trapos ensanguentados que antes foram as roupas da prostituta, agora um mero cadáver jogado no outro canto. Os gritos dos rebeldes podiam ser ouvidos dali e apesar de toda a confusão, Snow duvidava que fosse encontrado, as pessoas estariam ocupadas com uma nova assassina, ideia agradável, pensou.
Abandonando o corpo sujo e desprezível da mulher, o homem partiu com a criança barulhenta em seus braços, disposto a executar o plano que bolara para uma situação como essa, caso pudesse escapar. Desde que os indícios da rebelião começaram em Panem, Snow traçara um plano de fuga, o objetivo era chegar ao Distrito 2, pacificadores do Distrito o levariam como clandestino em segurança, onde haveria um refúgio com pessoas de confiança e outros meios para escapatória se fossem necessários, depois disso, pensaria em alguma coisa. O único contratempo do plano e que não fora planejado, era a criança.
Tapando a boca do bebê mesmo com suas mãos sujas de fuligem e suor, caminhou o mais silenciosamente possível, escondendo-se nas sombras e congelando no lugar ao ouvir alguma pessoa passar por perto. O maior perigo seria se alguém o visse durante o árduo caminho até o depósito marcado, e com o menino chorão, seria mais complicado ainda.
Algumas ruas estavam repletas de caos, pessoas corriam, outras gritavam, se não fosse pelo aperto que estava passando, diria que aquele era um belo espetáculo. Tomou o caminho mais curto para o depósito controlando o desejo de bater na criança para que ficasse quieta, porém sabia que de nada isso adiantaria.
Chegando a construção, Snow entrou pela porta lateral para dar de cara com alguns pacificadores, todos apresentando semblantes preocupados. Não tardou a hesitar, jogou o bebê nos braços da pacificadora mais próxima e deus ordens ao resto.
_Vamos partir agora ou nunca mais!
Desconcertados, todos olhavam duvidosamente para o menino que ainda chorava.
_A criança vem junto, será necessária no futuro. Não questionem, só façam seus trabalhos! – Snow se perguntou por que era tão difícil lidar com as pessoas.
Rapidamente, todos trataram de obedecer. A mulher levou o bebê até um canto e retirou alguns itens de uma mochila enquanto o homem de confiança de Snow, que poderia ser considerado o mais próximo de um amigo, se aproximou.
_Isso não estava nos planos.
_Eu sei, eu sei – Snow suspirou, estava mais cansado do que imaginara, desejava uma cama mais do que nunca no momento – Teremos que lidar com isso, não será um fardo a mais, temos fornecedores o suficiente, não precisamos nos preocupar com recursos.
“O que é necessário agora é alguém que trate de cuidar da criança, não suporta tê-la perto de mim, por isso deixá-la-ei a seus cuidados, meu caro. Quero que você a leve a casa de alguém que conheço, conte a história à pessoa e não haverá mais desvios, lhe darei mais detalhes quando estivermos a bordo. Tenho planos maiores para esse menino, mas apenas num futuro longínquo.
Se não conhecesse bem o ex-presidente, o homem sentiria o mesmo medo que antes sentia, e, apesar da situação atual, concordou em cuidar da criança. Não se surpreendeu quando Snow lhe contou sobre os “grandes planos para o recém nascido”, que se baseavam em apenas um princípio: torná-lo uma arma a fim de prejudicar ainda mais Katniss Everdeen.
O pacificador não ousou questionar seu superior, o homem não tardaria a morrer considerando suas condições atuais. Aquilo logo chegaria ao fim. Não muito tarde após chegarem ao Distrito 2, o grupo se dispersou com a finalidade de evitar suspeitas. Snow se encaminhou para o refúgio e a criança, desafortunada, foi levada a casa da pessoa que logo representaria sua desgraça.
Não percam o próximo capítulo!
Quem será a pessoa? O que fará com o menino?
Postado por Ysla e Bia.
24 de fevereiro de 2012
[Fanfic - Destino Voraz] Capitulo 1 "A ultima chance."
Em meio a tanta Guerra e destruição na Capital, Snow descobre que ele pode ter a última chance de se vingar de Katniss Everdeen. No meio daquele caos, ele encontra a mulher que disse estar esperando o seu filho e decide que este filho executará sua vingança, assim nada estava acabado ainda. Agora resta saber como ele conseguirá fazer isso.
O clima era intenso e ele tinha consciência do seu destino: a morte. Como presidente da Capital, Snow já sabia que após aquela revolução só haveria um caminho para ele e era esse.
No meio de toda a guerra, ele tentava prolongar um pouco mais sua vida, tentando fugir pelas ruas da Capital, que à essa altura já estavam um caos total. De nada aquilo adiantaria. Repentinamente, deparou-se com aquela criatura encolhida no final da rua. Suja, o rosto com marcas profundas que demonstravam falta de sono, uma aparência assombrosa, roupas básicas que não combinavam com o esplendor da Capital, um olhar enfurecido e louco ao mesmo tempo. Ele a conhecia. Consultando suas memórias, recordou-se que era uma das prostitutas que já haviam lhe prestados serviços.
Há alguns meses, ela havia o procurado para contar que estava grávida e o filho, supostamente, seria dele. Snow não havia acreditado. Não lhe deu atenção, mais de uma vez a ignorou, foi quando a mulher tentou ameaçá-lo, que resolveu subjugá-la, a mesma coisa que faria com uma simples formiga. Ordenou a um dos pacificadores que, se a mulher continuasse com ameaças a sua reputação, ela deveria sofrer alguns “métodos” que a fariam pensar melhor em ameaçá-lo.
Naquele momento, ao examinar a criatura desamparada e encolhida, pensou em sua última vingança contra aquela que tinha provocado tudo aquilo: Katniss Everdeen. Rapidamente, aproximou-se dela e com muito cuidado, pois a mulher não parecia estar completamente sã, perguntou roucamente:
- Lembra-se de mim?
A mulher parecia perplexa, não respondeu, parecia tão surpresa quanto ele por encontrá-lo ali, vivo.
Um plano começou a se formar em sua cabeça, poderia ser o último da sua vida, mesmo que fosse insano e doentio. Usando o tom mais dissimulado e encantador possível, insistiu:
- Oh, eu sei que errei, mas infelizmente não tenho mais tempo para consertar meus erros. Agora escute, onde está sua família e por que alguém em um estado tão delicado está no meio dessa confusão?
Um novo sentimento deu um brilho aos olhos da mulher, se era fúria ou dor, Snow não distinguia.
- Todos, todos mortos. Guerra. Sangue. Todos mortos e você – ela apontava acusatoriamente para o rosto surrado de Snow e sua voz mal passava de um sussurro fraco – você me destruiu, abandonou seu filho.
- Não minha querida, eu não te deixei assim por quis, fui obrigado, estava tentando salvar a nossa Capital de todos esses males, porém, apesar de todos os meus esforços não consegui - Ele respondeu com um rosto indignado e dissimulado - Você entende isso? Estava só esperando tudo isso acabar para você vir morar comigo e trazer nosso filho junto, mas agora tudo está acabado. Diga-me, quem foi responsável por toda essa desgraça em nossas vidas?
A mulher se manteve em silêncio como antes, encarava um ponto além de Snow. O brilho que ele pensava ter visto em seus olhos tinha se esvaído, agora estavam vagos e preenchidos por uma loucura silenciosa.
- Querida, eu sou uma pessoa boa, nunca desejei mal a ninguém, fiz o que tinha que fazer, você sabe tão bem disso quanto eu – cortou a voz para fingir que estava emocionado - Katniss Everdeen! Ela é a verdadeira inimiga, ela começou com isso, se não fosse por ela. Ah, se não fosse por ela! Tudo estaria tão bem, não é mesmo querida? Por isso, vou lhe fazer meu último pedido: crie este filho que tanto esperamos para destruí-la, não importa o quanto você tenha que sofrer para isso, vingue-nos!
Por um momento Snow pensou que ela não o compreendera e que aquilo tudo fora uma perca de tempo. Ele precisava sair dali. Antes que a mulher pudesse responder, rebeldes surgiram no fim da rua. Alarmado, Snow fez a única coisa que poderia fazer, puxou a mulher consigo e começou a correr para um beco escuro praticamente a arrastando.
A mulher pouco ligou, tinha perdido tudo. Nunca tivera uma família antes, então pouco poderia reclamar disso, porém, suas jóias, seu apartamento confortável, tudo se perdera nas rebeliões. As únicas coisas que carregava consigo era a bolsa em farrapos com objetos de pouco valor e a criança que dali a poucos dias, nasceria junto de diversos problemas.
Estava fraca, não tinha aonde ir, não tinha a quem pedir ajuda na confusão que era a Capital, uma nuvem branca que era a loucura pairava em sua mente. Ela iria morrer logo, disso não tinha dúvidas. E mesmo quando Snow a levou para fora do tumulto e em direção a um prédio abandonado, não reclamou, aquilo poderia ser considerado a sua última esperança tanto para ela quanto para a criança que estaria por vir.
E não muito tarde, quando um choro ecoou pelo prédio antes esplendoso e que agora não passava de um edifício abandonado, a mulher deixou o mundo dos vivos para abandonar uma criança nos braços de um monstro. Não percam o próximo capitulo!
A seguir, o que Snow fará com a criança? E como se esconderá dos rebeldes?
Postado por Ysla e revisado por Bia (Beatriz)
[Fanfic - Onze Colheitas] "Colhendo Corações" Distrito 8
Essa é a primeira fanfic da série "Onze Colheitas", são história contando como foi o dia da colheita em cada um dos distritos...Vamos começar com o Distrito 8.
Não sei em que versão dos Jogos Vorazes estamos e, na verdade, não faço questão de saber. Já é muito difícil pensar na possibilidade de ser escolhido para morrer, enquanto pessoas se divertem assistindo a isso.
Por sorte, na minha família sou o único membro que corre o risco de ser escolhido como tributo, pois minha irmã ainda não tem idade suficiente e meus pais nunca foram convocados, entretanto meu nome deve estar repetido em pelo menos dez daqueles papeis.
Como não se bastasse a preocupação que tenho comigo mesmo, ainda tem Lyra, uma das pessoas que mais amo em todo o Distrito 8. Estamos juntos desde que tínhamos doze anos e estávamos juntos em nossa primeira colheita. Quatro anos se passaram e o medo continua a nos rondar.
Ontem nos encontramos, escondidos, como sempre. Era perigoso demais tentar ter um relacionamento para todos verem, pois nossas famílias eram concorrentes na confecção de roupas. Na mais distante fábrica têxtil do distrito estava ela, apreensiva. Quando chegue, ela me abraçou com o mesmo vigor de todos os anos, no nosso encontro antes da colheita.
- Estava entregando as ultimas peças de roupas pelo distrito. – Minha mãe fazia roupas por encomenda e eu as entregava.
- Me desculpa, sei muito bem como é o seu dia, mas com a colheita chegando... – Seus olhos brilhavam.
- Eu te entendo, mas ficar assim não vai evitar que nós tenhamos que passar por isso. Isso só piora. – Era fácil falar enquanto segurava a tristeza dentro de si.
- Andrew, passar por isso é tão angustiante... Não quero ficar longe de você.
- Eu também não quero ter que sair de perto de você e correr o risco de não voltar. - Desta vez eu a abracei e logo em seguida trocamos o que parecia ser o último beijo.
Todos os encontros antes da colheita eram assim, tensos e angustiantes.
Agora eu me via me dirigindo junto com minha família para a parte central do distrito, onde agora foi montado um palco para a apresentação dos tributos.
Já me acostumei a ver Christian fazer o papel de carrasco, chamando os culpados para o abate.
O visual dele era como o de todos da Capital, extremante estranho, mas com uma elegância inconfundível.
O mesmo ritual se repetia sempre, até a hora mais desastrosa. Christian colocou a mão dentro do recipiente com o nome das garotas puxou o papel, se dirigiu ao microfone e disse “Lyra Cosmos”.
Meu corpo paralisou, senti meus olhos começarem uma leve ardência, mas segurei os sentimentos em meu peito enquanto via Lyra subir até o palco, com lágrimas escorrendo pelo rosto ao som dos gritos agonizantes de sua mãe.
Antes de Christian prosseguir e sortear o nome do garoto, um grito quase que involuntário saiu da minha garganta
- Eu me ofereço como tributo!
Um silêncio súbito tomou conta daquele lugar. Olhei para trás para ver que minha mãe e minha irmã choravam em silêncio enquanto meu pai acenava com a cabeça para mim, retribui seu gesto enquanto os guardas me escoltavam até o palco. Quando pude ver o rosto de Lyra ela mexia os lábios formando uma pergunta sem som: "Por quê?"
E da mesma forma respondi: “Eu te amo”.
Christian levantou um de nossos braços, como se tivéssemos ganhado algo. E de fato tínhamos, ganhamos um passe livre para uma carnificina.
Postado por Mateus





















